Para
quem mora no Canadá ou para quem já veio visitar sabe que a quantidade de louco
espalhada pela cidade chama atenção. Quando vejo um maluco mudo de calçada,
diminuo a velocidade dos passos ou aumento. Melhor previnir do que remediar, pq
já ouvi casos de gente que tomou umas pancadas desses doidos sem terem feito
absolutamente nada, apenas por estar no lugar errado na hora errada.
Um
dia desses eu e uma amiga estávamos caminhando quando um maluco começou a nos
xingar. Minha vontade era responder com o mesmo vocabulário chulo que ele se
referia a nós, mas faltou coragem. Sugeri mostrar o dedo e sair correndo, mas
pensei: “E se o doido for mais rápido que eu na corrida?” O melhor era
sair de perto o quanto antes, foi o que fizemos.
Ontem,
no curso, o professor falava e a turma toda em silêncio absoluto, assim como em
todo centro de estudos o silêncio imperava. De repente escuto a voz de um homem
gritando muito alto. Bravo ele xingava um mundo de palavrões. Meu professor, um
aposentado das forças armadas canadenses saiu da sala para ver o que estava
acontecendo. Meu coração quase saiu pela boca por conta do susto que levei.
Pelo vão da porta consegui ver o rosto da professora que levou o xingo.
Coitada, pálida feito uma folha de sulfite e imóvel como uma estátua ela não
teve nenhuma reação. Era possível ouvir os gritos se afastando, o homem havia
deixado o local. Eis que volta o professor com um sorriso no rosto e diz: “Por
isso que não dou aula de matemática.” Pasmem, o cara estava possuído de raiva
por causa de um exercício de matemática.
Bjos e abraços
Rafa

