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sábado, 24 de setembro de 2011

O jeitinho brasileiro no Canadá


Li uma matéria no OiToronto que fala sobre o jeitinho brasileiro no Canadá e recomendo muito a leitura. Lembrei imediatamente de um caso que aconteceu comigo. Quando mudamos para Vancouver escrevi para um amigo brasileiro que há alguns anos, quando adolescente, veio para cá estudar inglês. Ele me respondeu super empolgado e entre uma coisa e outra lá vem o jeitinho brasileiro. Para não dizer que coloquei ou tirei uma vírgula resolvi colar aqui exatamente como está no e-mail: 
Nossa tem tanta coisa legal ai... Não sei se lá em Toronto funcionava assim, mas vc tem os bilhetes dos ônibus, tem Zona 1, Zona 2 e Zona 3. Vc compra o cartão pela zona, mas tem um que é de estudante (olha a mania de brasileiro e jeitinho) ele vale pras 3 zonas e é metade do preço.....rs......compra esse. Só toma cuidado pq tem alguns cobradores que pedem a carteirinha da escola....rs.
Depois que eu li fiquei pensando por que é que brasileiro gosta de bancar o espertalhão sempre? Enfim, é claro que não são só os brasileiros que gostam de levar vantagem, por este motivo serão instaladas catracas em algumas estações de metrô em Vancouver e quer saber? Para mim, e acredito que a maioria, não muda em nada, visto que pago a tarifa a ser paga, com ou sem catraca.

Outra coisa que me incomoda é brasileiro que não paga gorgeta para os garçons ou dá uma de João sem braço e ao invés de pagar os 15% (ou mais), deixa uma moedinha sem vergonha de um dólar e sai do restaurante com a maior cara lavada. Meu filho, sinto muito, se não quer pagar gorgeta vai comer no fastfood da esquina. Acostume-se, gorgeta no Canadá é sim complementação de salário. Não sou garçonete, mas se no Canadá funciona assim, temos que dançar conforme a música. Certo?

Ufa, desabafo feito! 

Bjos e abraços
Rafa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Que vergonha!

Aqui em Vancouver downtown tem muitos estudantes brasileiros, não é difícil identificá-los, andam em grupos e estão sempre em frente as escolas de inglês, lojas de eletrônicos, fazendo compras no shopping ou na fila das baladas. Eles treinam bastante o “português” e muitas vezes se esquecem que não são os únicos a dominarem o idioma.

No Skytrain três adolescentes conversavam, quando num determinado momento do bate papo, um deles bate a mão no bolso e diz: “Sabe que está pagando esta minha viagem? Sabe? Vocês!” Os outros dois deram risada e ele completou: “Isso que dá ser filho de político.” E caíram na gargalhada! A garota diz: “Além do mais eu ainda compro a sua maconha.”
 
Neste momento bateu certa indignação e ao mesmo tempo impotência. Desonestidade, corrupção e impunidade. Viva o Brasil das injustiças!

Mesmo que os ouvidos não quisessem mais ouvir aquela conversa, o tom de voz deles não permitia ignorar, foi quando o outro garoto pergunta para a menina: “E o seu iPhone 4, o que você vai fazer?” Ela responde: “A conta já passou dos 400 dólares, vou embora sem pagar.”

A vontade era de bater no ombro dela e agradecê-la por manchar o nome de nós, brasileiros que andamos na linha, pagamos nossas contas e impostos ao país que nos recebeu.

Nós pagamos a viagem do garoto e nós pagaremos a conta de celular da menina. É assim que nascem os estereótipos da malandragem brasileira mundo a fora, das mulheres prostitutas e do país onde tudo é permitido. O país que elegeu um palhaço, será que merece respeito?

Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Coolest nationalities

Saiu na CNN uma matéria sobre: "The world's coolest nationalities: Where do you rank?" E lá estamos nós, brasileiros, no ranking. Será que alguém arrisca em que posição ficamos? 
Se alguém se interessar, clique no link e veja tbém os comentários, acho muito engraçado ler a opinião das pessoas qdo um assunto é polêmico, afinal, na matéria o que não faltaram foram estereótipos.


The world's coolest nationalities: Where do you rank?

We know, we’re lame for ranking the world’s coolest people -- which is why we can only wish we were on the list


6. Spanish

Spanish
Best lipstick smear ever.



















Before everyone realized a couple of years ago that all that money wasn't real, most of northern Europe was flocking to Spain to spend it on vacation homes.

Why? Because sun, sea, sand, siestas and sangria aside, Spain is cool -- and so are the Spanish, who don’t even start the party until most other nations have gone to bed.
It's a shame everyone had to go home.
Icon of cool: Javier Bardem. Antonio Banderas 2.0 bagged Penelope Cruz.
Not so cool: We still haven’t forgotten the Spanish Olympic basketball team’s slant-eyed “tribute” to China in 2008.

5. Americans

Americans
In what other country does POTUS go goofy foot?



















What? Americans? War-starting, planet-polluting, over-consuming, arms-bearing Americans? Surely we can't be suggesting that the people who voted George W. Bush into the White House (twice!) are cool?

Yes we are because, like it or not, we must.
The evidence is legion. Global politics aside, the world has done rather well out of Americans. Where would the hipsters of today be without rock and roll, classic Hollywood films, great American novels, tail fins, blue jeans, jazz, hip hop, “The Sopranos,” 360-degree slam dunks and that ultimate embodiment of cool -- surfing?
OK, someone else might eventually have come up with the same ideas, but the point is they didn't and America did.
Icon of cool: Johnny Depp. So cool he left the country, went to Europe, moved in with a French model and tried to become Keith Richards.
Not so cool: Pre-emptive military strikes, random invasions, rapacious consumerism, pathetic math scores and Walmart fatties would also place Americans high on any “most uncool” list.

4. Mongolians

Mongolians
"You gotta be kidding me -- we got beat out by Singapore?"



















Along with a carefully crafted air of quiet mystery, these unflappable souls pretty much perfected the freewheeling, nomadic cowboy existence, throat singing and yurts. Fur-lined everything -- boots, coats, hats, undies -- adds hearty splendor to the historic mystique. And who else keeps eagles as pets?

Icons of cool: Actress Khulan Chuluun, who played Ghengis Khan's wife in the very cool film, “Mongol,” and matched the arch badass arrow for arrow, barb for barb.
Not so cool: Yak-based dairy products … at every meal.

3. Jamaicans

Dustin Brown, Jamaicans
Just don't call him "mon" and you'll be cool.



















There's more to Jamaicans than reggae, including Rastafarian (the most kick-back religion ever invented), an accent that’s the envy of the English-speaking world and the planet’s most distinctive and recognizable hairstyle. Note to backpackers: dreadlocks only cool on actual Jamaicans.

Icon of cool: Jimmy Cliff. The “Harder They Come" singer is still bringing it at 62.
Not so cool: High murder rate and widespread homophobia.

2. Singaporeans

Singaporeans
Finally, something worth Tweeting about, la?



















Think about it: in this digital age where blogging and updating Facebook are pretty much all that anyone does anymore, old school notions of cool have been rebooted. No longer the laughingstock, geeks are now inheriting the Earth.

With its absurdly computer-literate population, Singapore is geek central and its people can therefore claim their rightful place as avatars of modern cool. They’re probably all Tweeting about it right now.
Icon of cool: Lim Ding Wen. This child prodigy could program in six computer languages at age nine. A glorious future awaits.
Not so cool: With everyone stuck at their computers, the local government actually has to encourage Singaporeans to have sex.

1. Brazilians

Brazillians
Rush hour in the financial district; the money-makers are hard at work.



















Without Brazilians we wouldn't have samba and Rio carnival; we wouldn't have the soccer beauty of Pele and Ronaldo; we wouldn't have the minuscule swimwear and toned bodies of Copacabana beach; and we wouldn't have certain eye-watering procedures performed with wax.

Unless they're using their sexy, laid-back, party-loving reputation as a cover for exterminating dolphins or invading Poland, then we have no choice but to name Brazilians as the coolest people on the planet.
So, if you're Brazilian and reading this, congratulations -- although, since you're sitting at a computer instead of showing off your six-pack on the shoreline, you probably aren't that cool yourself.
Icon of cool: Seu Jorge. The favela-raised performer's soulful Portuguese-language Bowie covers make you wish Ziggy Stardust was from Brazil, not space.
Not so cool: Mmmmm, Brazilian meat and cocoa -- so delicious, but farming's destruction of vast tracts of rainforest leaves a bitter aftertaste.








Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pesquisa

Se vc é brasilero e MORA no Canadá, ajude a responder a pesquisa. Basta clicar no link abaixo.

PROJETO DE PROGRAMA DE TV BRASILEIRO


Bjos e abraços
Rafa

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ritmo frenético parte 2

Na semana que a Rê estava aqui a minha irmã chegou do Brasil. A Van é do tipo que gosta de comer e comprar, então nossa semana foi bem "produtiva". Ainda mais que a garota tem energia, não pára nunca. Quando pára, desmaia, praticamente morre até o outro dia de manhã, mas até a pilha acabar, leva tempo.


Bom, junto com ela, tá vendo esta mala gigante? Não deve ter vindo nem meia dúzia de peças de roupas. Um par de Havaianas, uma bota e um All Star. O restante do espaço era todo meu.

Vcs não são capazes de imaginar a quantidade de coisas que a minha mãe mandou e também que a Vanessa trouxe para mim. Minha mãe não existe! Tenho medo de citar tudo o que veio na mala e os agentes de imigração colocarem um aviso em neon no aeroporto para ficarem atentos no que a Família Freitas tem dentro das malas. O pior foi a cara de pau da Vanessa, quando o agente de imigração perguntou se ela tinha alguma alimento dentro da mala. Até chocotone e bolo de nozes veio, sim... isso pq ela veio pelos EUA, onde são mega rigorosos.

Já não tenho unha suficiente para a quantidade de esmaltes que ganhei, vejam isso:
  

Enfim, no dia que a Van chegou, fui buscá-la no aeroporto. Estava um sol lindo, mas bastante frio. No caminho do metrô até em casa começaram a cair flocos de neve. Foi a primeira neve, já me disseram que realmente costuma cair os primeiros flocos no Halloween e assim foi. A noite, passeando pelo bairro gay vimos várias figuras engraçadas. A rua estava movimentada, com som, iluminação de caveiras e música. Tinha até cachorro fantasiado.


A semana foi bem divertida, ainda mais pelo fato do Valter não ter trabalhado (história para outro post). Gastamos sola de sapato, dinheiro, queimamos e adquirimos muitas calorias.

Passeamos em todas a Winners de Toronto, a Vanessa comprou casacos de todos os modelos, cores e marcas. Recebeu elogios na rua e tudo mais!! Hehehehe.

Passeamos pelo High Park, alugamos um carro e fomos para Niagara Falls, andamos no Harbour Front, ela foi na Casa Loma, no Saint Laurence Market, Chinatown e todos os pontos turísticos que conseguimos fazer. Fomos almoçar na CN Tower. A vista do restaurante é muito mais legal do que a vista onde os turistas ficam. O restaurante gira, isso é meio esquisito, sei lá, imagina que vc está sentado no alto de uma torre e a cidade a sua volta está rodando. Saímos de lá meio tortos, acho que existe um certo limite de tempo para ficar lá em cima, depois o legal fica ruim (minha opinião, é claro). Tirei centenas de fotos e posto assim que baixá-las e organizá-las.

Só para comprovar o que e disse... sim, ela gosta de comer. De escargot ao hot dog de rua, do 360 ao Wend's e por ai vai!!


Foi muito bom receber estas duas visitas. Foi corrido e cansativo, no último dia eu estava rastejando, mas foi bom ter uma amiga por perto e bom demais ter alguém da família. Amo minha família, de todo meu coração, somos unidos, sem desavenças, sem arranca rabo! Minha família são meus melhores e grandes amigos, sou feliz pela família que tenho.

Obrigada Mãe, Pai, Van e Cacau!

PS: Sobre o cansaço, decidi me dar o dia seguinte de descanso e dormir até os olhinhos abrirem. Eis que as 8h da manhã, levei um susto. Acordei com um ninja, praticamente o homem aranha pendurado na janela. Meu coração quase saiu pela boca. Era o mocinho que limpa as janelas do prédio. Ufa, não era sonho, mito menos pesadelo. Depois disso, quem disse que eu consegui dormir novamente?

Bjos e abraços
Rafa

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brazilian Day

Ontem foi feriado de Labour Day, último final de semana de férias escolares e dia de festa brasileira em Toronto. Pelo segundo ano, Toronto comemora o Brazilian Day na esquina mais famosa da cidade, Yonge x Dundas Square. 

A festa não poderia ser melhor, 60 mil pessoas (número duvidoso, mas que foi publicado, então tomarei como verdade) pularam e dançaram ao som de Ivete Sangalo. Me lembro do ano passado, eu havia acabado de chegar de férias, estava sozinha em casa, jogada no sofá assistindo o Caldeirão do Huck, qdo vi Elba Ramalho agitando a festa na Dundas Square. Fiquei super emocionada e disse a mim mesma: Ano que vem estarei lá! E aqui estou. 

A Ivete é engraçadissima, para quem já foi a algum show sabe bem o que estou falando. Ela tira onda com tudo e todos, de forma tão natural... 

Não fiz muitas fotos, optei por ficar pulando lá no meio da muvuca, então roubei algumas dos amigos. 

Fotos: 







Serginho Groisman foi o apresentador deste ano, ele disse que o evento será transmitido no  Programa Altas Horas do próximo sábado. 

Nos portais G1 e R7 saíram algumas informações. No Youtube tem vários vídeos. 

Bjos e abraços
Rafa 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Convite

Na semana passada, recebo uma ligação do concierge avisando que havia um envelope grande que me aguardava na recepção. Como estava de saída, peguei o envelope e abri a caminho do metro. Lá dentro estava o convite de casamento do meu melhor amigo!



Ah, o coração apertou tanto... ficou bem pequenininho! Como pode, depois de anos juntos não participarei de um dos momentos mais importantes da vida dele. O que me conforta é que a minha família vai me representar e depois me contarão todos os detalhes. Daqui, fico torcendo pela felicidade do casal. Casal este, que aliás, eu adoro muito e desejo toda a alegria e amor. Dani e Hugo, saibam que: "O homem está onde o coração dele está." Mesmo longe, estaremos com vcs :)




Bjos e abraços
Rafa

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sounds of Brazil

Um comercial para divulgar o turismo no Brasil sem carnaval, bunda e samba? É possível? Claro que sim. Adorei o vídeo, ficou muito legal. Sem estereótipos.
O Brasil está te chamando...



Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A banalização da violência

Esse é um tema que me chama a atenção, na mesmo intensidade que me desagrada. Falo do assunto, com total conhecimento de causa, pois morava em São Paulo e já sofri diversos tipos de violência. Quando digo "diversos", entendam como vários, mesmo, sem exagero!

Semana passada um assunto que virou polêmica no Brasil, repercutiu no mundo e nas redes sociais foi o comentário do Sylvester Stallone sobre o nosso País. Ele disse: "Lá vc pode atirar nas pessoas, explodir coisas e eles te dizem 'obrigado e aqui está um macaco para vc levar para casa' não poderíamos ter feito o que fizemos em outro lugar. Explodimos muita terra. Parecia assim: 'todo mundo traz o cachorro quente. Vamos fazer um churrasco. Vamos explodir essa cidade." Comentou também sobre o BOPE, "os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar."

Os brasileiros se revoltam com comentários deste tipo, mas será que ninguém enxerga que existe um problema? Será que ninguém percebeu a banalização da violência no País? Será que o Stallone não tem razão? 

O que será que a Larissa Riquelme tem a falar sobre o Brasil depois de ter sido assaltada no Rio de Janeiro? 

Sábado, o Valter estava lendo o blog do jornalista Fábio Seixas, da Folha de São Paulo. Assim como muito brasileiros, me senti no lugar dele, lugar esse que já estive no passado e ainda hoje sinto que "o meio do meu peito ainda dói do cano prateado. Bem ali, onde fica o coração". Vale a pena a leitura. 

O meio do peito ainda dói do cano prateado. Bem ali, onde fica o coração. O cara sabe das coisas.
 
Meio Barra Funda, meio Perdizes. Eu havia acabado de parar o carro, ele veio, revólver já na mão, andando com ginga, totalmente relaxado. Mas tão, tão relaxado que beirava o surreal. Achei que fosse uma brincadeira.
 
Não era. O cano prateado bateu forte no meio do peito, bem ali, onde fica o coração.
 
Entreguei a chave do carro, o celular.
 
"E a carteira?"
 
"Tá no carro."
 
"Vou te revistar. Se estiver com você, te mato."
 
E às 20h de uma sexta-feira, fui revistado por um bandido no meio da rua.
 
Só havia o molho de chaves.
 
"Deixa pelo menos isso comigo."
 
"Não. Vou levar."
 
Pegou as chaves. Bateu novamento o cano prateado no meu peito, bem ali, onde fica o coração. Foi embora.
 
Delegacia de Perdizes, sem sistema. Delegacia de Santa Cecília, dois flagrantes sei lá do quê.
 
"Se você ficar aqui, só vai ser atendido de madrugada."
 
B.O. registrado longe dali, na terceira tentativa.
 
E lembrei do Illy, que conheci no Kosovo duas semanas atrás. Ele me indicava um restaurante, a duas quadras do hotel, e ficou espantado quando perguntei se era perigoso andar pelas ruas de Pristina à noite.
 
"Claro que não."
 
É verdade, eu comprovei. Caminhando até o restaurante, naquele território que é alvo de conflito, cruzei com crianças jogando bola, casais namorando, amigos papeando despreocupadamente...
 
Aqui em São Paulo, não dá.
 
Você corre o risco de levar um cano prateado no meio do peito, bem ali, onde fica o coração.

Não, o blog não tem o objetivo de falar mal do Brasil. De jeito nenhum, mas me sinto no direito de expressar minha indignação. Além do que, o pouco que podemos fazer é votar, que seja feito com consciência.

Bjos e abraços
Rafa

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Histórias que não lemos nos blogs

Chegamos ao Canadá há poucos meses, mas o sonho de viver aqui existia há 3 anos. Desde que colocamos a sementinha para brotar, comecei a acompanhar blogs para ler as experiências de vida de cada um. Concordei com algumas opiniões e discordei de muitas outras. Todos os blogs que acompanho (os que vocês vêem aqui ao lado), sempre foram ou são super úteis para nossas tomadas de decisões, desde quando estávamos no Brasil. Seja para saber o que fazer ou o que não fazer.

Sempre fiquei curiosa e a procura de histórias de pessoas que não tiveram sucesso, por qualquer razão, e retornaram ao Brasil. Nunca encontrei nenhuma história assim. Esta semana li o comentário em um blog e tive de concordar, "talvez eu nunca tenha encontrado essas informações por que nunca as quis enxergar..." hoje faz muito sentido. Este post estava escrito há quase dois meses, nas últimas semanas vi que o assunto foi muito comentado em outros blogs e resolvi postar minha opinião.

Vivendo aqui, conhecendo pessoas de diversos lugares e propósitos, notei que a realidade não é tão doce e encantada como muitos pintam. Quando chegamos aqui, nos deparamos com situações das quais não imaginávamos. Depois de passado o obstáculo, descobrimos que faz parte da vida do novo imigrante, que é normal. Ontem, na minha aula, a professora estava discutindo a situação social e política do Canadá e disse: O erro de muitos imigrantes é que idealizam um Canadá perfeito. Não somos perfeitos, temos defeitos, assim como no país de vcs, as vezes em menor escala, mas aqui eles tbém existem. 

Estar no Canadá, como residente permanente, muitas vezes foi uma escolha ou oportunidade, a realização de um sonho ou uma obrigação, uma transferência... existem vários motivos para vir, outros muitos para questionar a escolha, uma lista de razões para querer voltar e uma infinidade de "incertezas" que nos fazem ficar.

O novo, muitas vezes assusta, as barreiras nos faz questionar os por ques de nossas decisões. O idioma, a busca por recolocação no mercado, até mesmo a saudade!


Conheci pessoas felizes, algumas incertas e muitas infelizes. Fiquei chocada, confesso, e ainda me assusto com a falta de preparo psicológico de muitos. Me entristece ver algumas pessoas que se prendem aos detalhes e esquecem do todo, desistem sem antes ter realmente tentado. Que graça tem um desafio sem obstáculos? Teria gosto do que? Não, por favor, não quero dizer que para viver aqui vc precisa se ferrar primeiro, mas quero deixar claro que certamente depois da tormenta, pode-se ver o arco-íris. Seja aqui ou no Brasil! 



Minha dica? Faça seu um planejamento com cautela, com os dois pés nos chão. Não é demérito nenhum voltar ou ficar no lugar que te faz feliz. Para mim, a base de tudo é ser feliz! 

Chegamos aqui com um sonho, mas sabendo que em um momento o encanto vira  rotina e estaremos preparados para isso! 

A quem interessar, indico esses textos: 

Bjos e abraços
Rafa