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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Thanksgiving



No Canadá o Thanksgiving ou Dia de Ação de Graças é comemorado na segunda-feira da segunda semana do mês de outubro, que é quando se agradece pela colheita. Os jantares ou almoços são fartos, com o famoso peru e a torta de abóbora, ícones da celebração. 

Fomos convidados por uma família chinesa/canadense para celebrar o thanksgiving na casa deles, além de nós também tinha uma família da Africa do Sul. Fiquei super feliz pelo convite e principalmente pelo carinho que esta família tem por nós. Eles estão sempre preocupados com nosso bem estar e tentam ao máximo fazer com que a gente se sinta adaptados a Vancouver. Sabe imigrante que está aqui há 20 anos e sabe das dificuldades dos primeiros anos e simplesmente abre sua casa, sua família e te oferece suporte sem ao menos te conhecer direito? E fazem isso de graça, sem esperar nada em troca. Acredito que todo imigrante tenha seu “anjo da guarda”.

A mesa estava lotada de comida, me senti em uma ceia de natal brasileira, por conta da diversidade e quantidade de alimentos e bebidas. A mãe dele quem cozinhou tudo e estava uma delicia. Quem me dera se há 20 anos meus pais que tivessem imigrado! Quando sentamos a mesa, a esposa disse: “Rafa pedi a minha sogra que preparasse tudo sem pimenta preta, por causa da sua alergia.” Fiquei morrendo de vergonha, uma ceia para dez pessoas e a preparação sofreu ajustes por minha causa. Fala se não é carinho demais?

A filha mais velha do casal tem 4 aninhos, uma fofa, que me chama de “aunt RafIÉla”. A garota me adora, bastou eu brincar de bola com ela uma tarde aqui em casa e pronto, virei a tia preferida. O mais engraçado foi na hora de embora, quando ela virou para a mãe e disse: “A tia RafIÉla não vai dormir aqui?” Hahahaha… não sou das mais jeitosas com crianças e muito menos melosa, mas não sei porque razão elas me amam.

Foi tudo muito agradável, mas confesso que ainda não me acostumei com o fato das pessoas não se tocarem e muito menos se abraçarem, sabia? É muito estranho! Ainda não aprendi como demonstrar que ‘fiquei MEGA feliz com o convite, com a comida sem pimenta preta e com a noite de risadas’ sem ser com um abraço forte. Eis que te levam até a porta e vc diz: “Obrigada. Estava uma delícia!” Para mim isso ainda soa muito frio. O que eu queria era dar um abraço bem apertado na a mãe chinesa e dizer: “Sua comida é sensacional!” Apertar o pai chinês e dizer: “É sempre um prazer ouvir suas histórias e seu sorriso é contagiante.” Abraçar o casal de amigos e falar: “Obrigada pelo carinho, vocês são muito especias.” Queria encher a filha de 4 anos de beijo, abraçá-la e girál-a no ar. Não me sinto a vontade para fazer isso e volto pra casa com a dúvida: Será que para eles o meu “Muito obrigada” tem o mesmo efeito do meu abraço apertado?

Bjos e abraços
Rafa

sábado, 24 de setembro de 2011

O jeitinho brasileiro no Canadá


Li uma matéria no OiToronto que fala sobre o jeitinho brasileiro no Canadá e recomendo muito a leitura. Lembrei imediatamente de um caso que aconteceu comigo. Quando mudamos para Vancouver escrevi para um amigo brasileiro que há alguns anos, quando adolescente, veio para cá estudar inglês. Ele me respondeu super empolgado e entre uma coisa e outra lá vem o jeitinho brasileiro. Para não dizer que coloquei ou tirei uma vírgula resolvi colar aqui exatamente como está no e-mail: 
Nossa tem tanta coisa legal ai... Não sei se lá em Toronto funcionava assim, mas vc tem os bilhetes dos ônibus, tem Zona 1, Zona 2 e Zona 3. Vc compra o cartão pela zona, mas tem um que é de estudante (olha a mania de brasileiro e jeitinho) ele vale pras 3 zonas e é metade do preço.....rs......compra esse. Só toma cuidado pq tem alguns cobradores que pedem a carteirinha da escola....rs.
Depois que eu li fiquei pensando por que é que brasileiro gosta de bancar o espertalhão sempre? Enfim, é claro que não são só os brasileiros que gostam de levar vantagem, por este motivo serão instaladas catracas em algumas estações de metrô em Vancouver e quer saber? Para mim, e acredito que a maioria, não muda em nada, visto que pago a tarifa a ser paga, com ou sem catraca.

Outra coisa que me incomoda é brasileiro que não paga gorgeta para os garçons ou dá uma de João sem braço e ao invés de pagar os 15% (ou mais), deixa uma moedinha sem vergonha de um dólar e sai do restaurante com a maior cara lavada. Meu filho, sinto muito, se não quer pagar gorgeta vai comer no fastfood da esquina. Acostume-se, gorgeta no Canadá é sim complementação de salário. Não sou garçonete, mas se no Canadá funciona assim, temos que dançar conforme a música. Certo?

Ufa, desabafo feito! 

Bjos e abraços
Rafa

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dilema cultural

No final da semana passada, um colega de trabalho do Valter foi pai pela segunda vez. Ele e a esposa são chineses, mas moram e Vancouver há muitos anos, por isso posso dizer que ele é um chinês bem ocidentalizado. Este colega, além de ser o par do Valter, é um amigo. As duas famílias já saíram para jantar juntos e a todo momento eles se mostram muito solícitos em nos ajudar e dar dicas que vão desde um restaurante até a compra de uma casa.

Quando soubemos do nascimento da mais nova integrante da família, o instinto brasileiro de ir ao hospital levar flores ou fazer uma visita na casa deles foi imediato, até que esbarramos em uma diferença cultural. Como amigo estava finalizando a reforma da casa, e faltava apenas a pintura, quando a criança nasceu então a mãe e a bebê passarão alguns dias na casa dos pais dele, chineses tradicionais, até que a reforma termine. 

No sábado, o Valter perguntou para uma colega do trabalho (canadense de família chinesa) como funcionavam estas visitas tanto no Canadá como na cultura chinesa. Ela disse que existem muitos chineses tradicionais, como os pais dele, e que não era conveniente ir até a casa para fazer visitas.

Um balde de água fria caiu sobre nossas cabeças. Pensei em diversas possibilidades de demonstrar nosso carinho, mas não cheguei a lugar nenhum. Será que na cultura chinesa é ofensivo enviar flores? Bombons são educados ou desrespeitosos? Dúvidas que talvez conseguiremos descobrir ao longo dos anos (já escrevi sobre uma diferença cultural chines neste post). Desta vez, o Valter fará a contribuição na vaquinha da empresa e comprarei uma roupinha para a bebezinha, que será entregue provavelmente daqui um mês, quando a mãe for até a empresa apresentar a pequena para os colegas do papai.

Uma curiosidade
No Brasil, quando um(a) colega de trabalho está esperando um bebê, a vaquinha ou os presentes são entregues quando a mãe sai de licença maternidade, certo? Até mesmo por que tem o chá de bebê. Aqui, pelo menos nas duas empresas que o Valter trabalha, nada é feito até que o bebê saia (com vida) de dentro da barriga da mãe. Estranhamos que ninguém havia comentado nada e ficamos com receio de que nada fosse feito, ai  descobrimos que só se fala na vaquinha depois que o bebê nasce. 

Acho meio estranho, se pensarmos de forma racional é coerente, mas enfim, prefiro pensar de maneira mais emocional.

Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Coolest nationalities

Saiu na CNN uma matéria sobre: "The world's coolest nationalities: Where do you rank?" E lá estamos nós, brasileiros, no ranking. Será que alguém arrisca em que posição ficamos? 
Se alguém se interessar, clique no link e veja tbém os comentários, acho muito engraçado ler a opinião das pessoas qdo um assunto é polêmico, afinal, na matéria o que não faltaram foram estereótipos.


The world's coolest nationalities: Where do you rank?

We know, we’re lame for ranking the world’s coolest people -- which is why we can only wish we were on the list


6. Spanish

Spanish
Best lipstick smear ever.



















Before everyone realized a couple of years ago that all that money wasn't real, most of northern Europe was flocking to Spain to spend it on vacation homes.

Why? Because sun, sea, sand, siestas and sangria aside, Spain is cool -- and so are the Spanish, who don’t even start the party until most other nations have gone to bed.
It's a shame everyone had to go home.
Icon of cool: Javier Bardem. Antonio Banderas 2.0 bagged Penelope Cruz.
Not so cool: We still haven’t forgotten the Spanish Olympic basketball team’s slant-eyed “tribute” to China in 2008.

5. Americans

Americans
In what other country does POTUS go goofy foot?



















What? Americans? War-starting, planet-polluting, over-consuming, arms-bearing Americans? Surely we can't be suggesting that the people who voted George W. Bush into the White House (twice!) are cool?

Yes we are because, like it or not, we must.
The evidence is legion. Global politics aside, the world has done rather well out of Americans. Where would the hipsters of today be without rock and roll, classic Hollywood films, great American novels, tail fins, blue jeans, jazz, hip hop, “The Sopranos,” 360-degree slam dunks and that ultimate embodiment of cool -- surfing?
OK, someone else might eventually have come up with the same ideas, but the point is they didn't and America did.
Icon of cool: Johnny Depp. So cool he left the country, went to Europe, moved in with a French model and tried to become Keith Richards.
Not so cool: Pre-emptive military strikes, random invasions, rapacious consumerism, pathetic math scores and Walmart fatties would also place Americans high on any “most uncool” list.

4. Mongolians

Mongolians
"You gotta be kidding me -- we got beat out by Singapore?"



















Along with a carefully crafted air of quiet mystery, these unflappable souls pretty much perfected the freewheeling, nomadic cowboy existence, throat singing and yurts. Fur-lined everything -- boots, coats, hats, undies -- adds hearty splendor to the historic mystique. And who else keeps eagles as pets?

Icons of cool: Actress Khulan Chuluun, who played Ghengis Khan's wife in the very cool film, “Mongol,” and matched the arch badass arrow for arrow, barb for barb.
Not so cool: Yak-based dairy products … at every meal.

3. Jamaicans

Dustin Brown, Jamaicans
Just don't call him "mon" and you'll be cool.



















There's more to Jamaicans than reggae, including Rastafarian (the most kick-back religion ever invented), an accent that’s the envy of the English-speaking world and the planet’s most distinctive and recognizable hairstyle. Note to backpackers: dreadlocks only cool on actual Jamaicans.

Icon of cool: Jimmy Cliff. The “Harder They Come" singer is still bringing it at 62.
Not so cool: High murder rate and widespread homophobia.

2. Singaporeans

Singaporeans
Finally, something worth Tweeting about, la?



















Think about it: in this digital age where blogging and updating Facebook are pretty much all that anyone does anymore, old school notions of cool have been rebooted. No longer the laughingstock, geeks are now inheriting the Earth.

With its absurdly computer-literate population, Singapore is geek central and its people can therefore claim their rightful place as avatars of modern cool. They’re probably all Tweeting about it right now.
Icon of cool: Lim Ding Wen. This child prodigy could program in six computer languages at age nine. A glorious future awaits.
Not so cool: With everyone stuck at their computers, the local government actually has to encourage Singaporeans to have sex.

1. Brazilians

Brazillians
Rush hour in the financial district; the money-makers are hard at work.



















Without Brazilians we wouldn't have samba and Rio carnival; we wouldn't have the soccer beauty of Pele and Ronaldo; we wouldn't have the minuscule swimwear and toned bodies of Copacabana beach; and we wouldn't have certain eye-watering procedures performed with wax.

Unless they're using their sexy, laid-back, party-loving reputation as a cover for exterminating dolphins or invading Poland, then we have no choice but to name Brazilians as the coolest people on the planet.
So, if you're Brazilian and reading this, congratulations -- although, since you're sitting at a computer instead of showing off your six-pack on the shoreline, you probably aren't that cool yourself.
Icon of cool: Seu Jorge. The favela-raised performer's soulful Portuguese-language Bowie covers make you wish Ziggy Stardust was from Brazil, not space.
Not so cool: Mmmmm, Brazilian meat and cocoa -- so delicious, but farming's destruction of vast tracts of rainforest leaves a bitter aftertaste.








Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Para descontrair

Recebi este e-mail há um tempo atrás, de uma amiga brasileira que mora em Toronto. Achei bem divertido! Nada muito diferente de quando nos perguntam se as mulheres brasileiras andam de biquine na rua, se tem macaco nas ruas de São Paulo, se toda a população vive na floresta amazônica e por ai vai. Perguntas idiotas, merecem respostas adequadas... adoro este sarcasmo!

These questions about Canada were posted on an International Tourism Website.

1. Q: I have never seen it warm on Canadian TV, so how do the plants grow? (UK)
A: We import all plants fully grown and then just sit around watching them die.

2. Q: Will I be able to see Polar Bears in the street? (USA)
A: Depends how much you've been drinking.

3. Q: I want to walk from Vancouver to Toronto - can I follow the railroad tracks? (Sweden)
A: Sure, it's only Four thousand miles, take lots of water. . .

4. Q: Is it safe to run around in the bushes in Canada? (Sweden)
A: So its true what they say about Swedes.

5. Q: It is imperative that I find the names and addresses of places to contact for a stuffed Beaver. (Italy)
A: Let's not touch this one.

6. Q: Are there any ATMs (cash machines) in Canada? Can you send me a
list of them in Toronto, Vancouver, Edmonton and Halifax? (UK)
A: What did your last slave die of?

7. Q: Can you give me some information about hippo racing in Canada? (USA)
A: A-fri-ca is the big triangle shaped continent south of Europe. Ca-na-da is that big country to your North . . . oh forget it. Sure, the hippo racing is every Tuesday night in Calgary. Come naked.

8. Q: Which direction is North in Canada? (USA)
A: Face south and then turn 90 degrees. Contact us when you get here and we'll send the rest of the directions.

9. Q: Can I bring cutlery into Canada? (UK)
A: Why? Just use your fingers like we do.

10. Q: Can you send me the Vienna Boys' Choir schedule? (USA)
A: Aus-tri-a is that quaint little country bordering Ger-man-y, which is. . . oh forget it. Sure, the Vienna Boys Choir plays every Tuesday night in Vancouver and in Calgary, straight after the hippo races. Come naked.

11. Q: Do you have perfume in Canada? (Germany)
A: No, WE don't stink.

12. Q: I have developed a new product that is the fountain of youth. Can you tell me where I can sell it in Canada? (USA)
A: Anywhere significant numbers of Americans gather.

13. Q: Can I wear high heels in Canada? (UK)
A: You are an American politician, right?

14. Q: Can you tell me the regions on British Columbia where the female population is smaller than the male population? (Italy)
A: Yes, gay nightclubs.

15. Q: Do you celebrate Thanksgiving in Canada? (USA)
A: Only at Thanksgiving.

17. Q: Are there supermarkets in Toronto and is milk available all year round? (Germany)
A: No, we are a peaceful civilization of vegan hunter gatherers. Milk is illegal.

18. Q: Please send a list of all doctors in Canada who can dispense rattlesnake serum. (USA)
A: All Canadian rattle snakes are perfectly harmless, and can be safely handled and make good pets.

19. Q: I have a question about a famous animal in Canada, but I forget its name. It's a kind of big horse with horns. (USA)
A: It's called a Moose. They are tall and very violent, eating the brains of anyone walking close to them. You can scare them off by spraying yourself with human urine before you go out walking.

21. Q: I was in Canada in 1969 on R+R, and I want to contact the girl I dated while I was staying in Surrey, BC. Can you help? (USA)
A: Yes, and you will still have to pay her by the hour.

22. Q: Will I be able to speak English most places I go? (USA) 
A: Yes, but you will have to learn it first.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Papai Noel

Quem disse que o Bom Velhinho não existe? No final de semana teve a "Santa Claus Parade". Li no site Oi Toronto que era para levar cadeira, alimentos, ir agasalhado... achei esquisito, tipo, pq tanta preparação para ver o Papai Noel? 

A parada podia ser acompanhada pela televisão, com transmissão ao vivo. Então, ficamos atentos ao horário que ele estaria próximo a Dundas Square e saímos de casa. Tinha um monte de gente na rua. Muitas crianças, muuuuuitas crianças e muitos carrinhos de bebê.

Tinha gente em cima de cadeiras, banquinhos, caixas e até um fulano em cima de uma escada. Para o ano que vem, estamos pensando em ganhar dinheiro montando um camarote, estilo puleiro com duas escadas e uma prateleira do Ikea... rs. 

Enfim, o Papai Noel passou, feito um jato... muito rápido!! As crianças acenavam e diziam: "Hi Santa! Hi Santa!" Ver o Papai Noel não teve tanta graça, mas ouvir as crianças emocionadas cumprimentando o Papai Noel, foi sensacional. Perdi a oportunidade, ao invés de fotos eu deveria ter feito um vídeo :(






Quando o Papai Noel passou entendi a razão das dicas do site. As famílias vão para as ruas cedo, com todo kit de sobrevivência, com cadeiras, cobertor, alimentos e tudo o que vc imaginar, apenas para ficar em um lugar privilegiado e conseguir dar "oi" ao Papai Noel. 




Tive a impressão, que para as crianças, este é o acontecimento do ano, tanto que, ao final, depois que as pessoas dispersaram saímos a procura de um café para esquentar um pouco o corpo. Não dava para andar no shopping, as ruas estavam lotadas e um trânsito infernal. 

Depois de muito andar e dar risada, encontramos um café onde era possível sentar. Lá  ficamos, conversamos, comemos, nos aquecemos e fomos embora. 




Não, não era um simples chocolate quente. Era um maravilhoso chocolate quente belga! Por favor, dê zoom na foto!! Esta merece... com todo respeito! rsrsrs. 


Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ritmo frenético parte 1

O blog andou meio parado, mas só ele mesmo. Na semana que a Rê esteve por aqui fizemos bastante coisa, ela aproveitou todos os minutos que pode nesta cidade. Visitou todos os lugares que lhe recomendaram, provou as comidas indicadas, restaurantes e compras, muitas compras.




Eu me dividia entre escola e passeios, mas confesso que tiveram dias que não consegui acompanhar o ritmo :) 


A Rê estava por aqui durante o Halloween, que por sinal, é muito divertido, vc vê abóboras por toda a parte, casas decoradas e diversas lojas de fantasias espalhadas pela cidade. 






Sem contar que os supermercados colocam as balas, doces e chocolates logo na entrada da loja. Eu diria que é uma festa bastante comercial, nada religioso. Existem culturas que não permitem que seus filhos saiam na rua fantasiados ou que vá bater nas portas para ganhar doces. Respeito cada cultura, mas aqui no Canadá, o Halloween nada mais é do que um motivo para as pessoas saírem na rua fantasiadas e as crianças ganharem doces.


Na volta para casa, estávamos na estação de metrô quando o funcionário do TTC que controla as portas coloca a cabeça para fora e lá estava ele, de máscara. Achei o máximo! Quando olhei para ele de costas, imaginei que ele fosse jovem, que nada, um senhorzinho beirando os 70 anos. 




Participamos da festa de Halloween aqui no prédio, com sorteio de brindes e tudo mais. Fui presenteada com um tapete para ioga. Logo eu, a preguiçosa! 




Aproveitei para conhecer uma amiga blogueira, brasileira, que também mora aqui no pédio. O casal é super divertido e alto astral. Adoro pessoas assim e principalmente que estão felizes com a escolha que fizeram. Boas energias contagiam, energias negativas contaminam :) 


A semana passou rápido, para quem acha que 10 dias em Toronto é muito tempo, esqueça. Toronto tem mais coisas para fazer e conhecer do que se imagina.


Foram dias muito legais, nos divertimos, cansamos, conversamos, demos risada, filosofamos... valeu muito a pena! 


Rê, obrigada pela visita, obrigada pelos presentes, obrigada pela companhia, obrigada por tudo! 


Bjos e abraços
Rafa

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ajudar ao próximo? Cuidado!

Sabe que ainda me surpreendo bastante com algumas coisas que acontecem aqui e confesso que não consigo aceitar muito bem. Dar lugar para idosos, gestantes e mãe com criança de colo no transporte público é uma das coisas que eu não consigo acreditar que um país de primeiro mundo não faça. Eu continuo fazendo isso, mesmo quando muitas vezes as pessoas nem aceitam o lugar, fica lá, vazio ou então um adolescente corre para sentar. Pelo menos fico com a minha consciência tranqüila. Em contra partida, depois do meu momento ‘revolta’ quando presenciei esta cena a primeira vez, parei para pensar e analisar melhor cada caso.

A conclusão que cheguei é que nem todo mundo gosta de ser ajudado e o fato de não ter lugar preferencial para estas pessoas, - ou aquela norma implícita, que está dentro de nós, de conceder o lugar – muitas pessoas que (eu acho que) deveriam ter a preferência não gostam de se sentir tratadas com diferença. Qual o problema em se idoso? Qual o problema em estar grávida? Pois é.

Certa vez, no ônibus, vi uma senhora com seis sacolas cheias, ela as carregava, três em cada mão, e ninguém para ajudá-la. A mulher estava em pé, com todo aquele peso. Fiquei inconformada e falei para o Valter: Não consigo acreditar que ninguém se oferece para ajudar esta senhora. Ele respondeu: A gente não sabe se ela quer ser ajudada. Para mim é ÓBVIO que ela queria ser ajudada. A senhora saiu do ônibus, com a meia dúzia de sacolas, quando pisou na calçada uma outra mulher foi direto nas sacolas, para ajudá-la. Eis que a mulher muito brava respondeu que não precisava de ajuda, sem a mínima educação... eis que o Valter estava certo!

Hoje, no metro, uma senhora, com esses andadores ficou entalada no vão entre a plataforma e o trem, ao tentar levantar os seus óculos caíram no chão. Um mocinho, todo preocupado abaixou e pegou os óculos. A velhinha sequer agradeceu. O metro tocou a campainha (que avisa que a porta vai fechar) e a mulher continuava ali, entalada. O mesmo mocinho foi ajudá-la a tirar o andador do buraco e a velha surtou. Começo a gritar e dizia: Não coloque a mão aqui, tire suas mãos. O cara ficou super sem jeito, com um sorriso sem graça, olhei para ele, como quem compartilha a bronca por tentar ajudar ao próximo. 

Bjos e abraços
Rafa