domingo, 15 de maio de 2011

Grinder & Coola

Durante todo o inverno, em uma das televisões no Peak Chalet, na Grouse Mountain dava para ver dois ursos dormindo. Grinder & Coola são ursos "Grizzly" orfãos que foram adotados pela Grouse Mountain em 2001, quando ainda eram pequenos e a mercê de predadores. Não sabiam se alimentar sozinhos e muito menos se defender.

Na montanha eles vivem em um espaço preparado especialmente para os dois, com uma equipe que acompanha todos os passos e o crescimento deles, desta forma a Grouse Mountain criou um histórico de estudo e pesquisas sobre este animal. Os "ensinou" a buscar seu próprio alimento e se preparar para o período de hibernação que começa em  meados de novembro e dezembro.

Como são acompanhados por câmeras 24h por dia, quando os ursos começam a se movimentar muito no "den" (quarto de hibernação) sabe-se que eles irão "acordar". Grinder & Coola acordaram nesta quarta-feira, dia 11 de maio.

O vídeo abaixo mostra exatamente o momento em que eles deixam o den, debaixo de muita neve, e voltam para seu habitat natural. 



É claro que eu não poderia perder a chance de visitar os dois ursinhos. Ontem, o Valter foi fazer snowboarding e no fim da tarde eu fui até a montanha encontrá-lo. A montanha está completamente diferente, sem tanta neve e com um caminho de asfalto até o den.






















O espaço reservado para Grinder & Coola é protegido por uma cerca elétrica. Dá para vê-los bem de perto. Eles brincaram o tempo todo, mordiam um ao outro... foi muito divertido! 


Pelas nuvens pretas dava para prever o que estava por vir... chuva! Começou a chover muito, ficamos o máximo que conseguimos, ensopados... só sobramos nós dois! Infelizmente a câmera não é a prova d'água, rs. De lá fomos ao teatro, assistimos ao vídeo que conta a história da adoção dos ursos, com bem mais detalhes do que descrevi aqui. Imperdível.


Vale a pena a visita. Voltarei, espero que sem chuva e que eles estejam tão animados quanto estavam ontem.

Na base da montanha tem três lobos. Dois brancos e um cinza, que aliás, são lindos. Quando chegamos o cinza estava bem próximo da grade, enquanto eu pegava a câmera ele fazia xixi. Resolvi respeitar a privacidade do mocinho, mas ele fez suas necessidades e desapareceu sem me deixar fotografá-lo. Sendo assim, o máximo que posso oferecer a vcs é esta foto: 



Bjos e abraços
Rafa

Victoria


# Update: O Blogger desapareceu com este post, mas consegui "salvá-lo" do limbo. Como tem algumas dicas interessantes, valia a pena postar novamente. Aproveito para agradecer os comentários!! 

No feriado da Páscoa fomos para Victoria, Vancouver Island. Para a nossa sorte foi um lindo final de semana de sol, uma pena que o Valter pegou uma gripe forte dois dias antes, mesmo assim a viagem foi excelente. Tirei muitas fotos, espero que vcs não se cansem.

Para chegar até Victoria é preciso pegar o BC Ferry (caso vc vá de transporte terrestre, óbvio). Fiquei surpresa com o tal transporte. Tem uma infraestrutura espetacular, internet, restaurante, cadeiras confortáveis, uma "sala vip", banheiros limpos, espaço para crianças. Um verdadeiro navio! Para quem estava acostumada com a travessia São Sebastião - Ilhabela, fiquei impressionada. 












A cidade é linda, parece Europa. A arquitetura, restaurantes e ruas do centro dão a sensação de estar em outro país. Dá para conhecer quase tudo a pé, a cidade é pequena, mas cheia de charme. 




Caminhamos beirando o mar, lá os prédios são modernos, como se fossem casas de praia de um condomínio de luxo. As ruas que dão acesso ao centro tem muitas casas, quintais cheios de tulipas, som dos pássaros e a tranqüilidade de uma cidadezinha o interior.




Ficamos hospedados no Fairmont The Empress, famoso pelo seu Afternoon Tea, digno de uma rainha. Aliás, não é famoso apenas por isso, o hotel foi construído entre 1904 e 1908 e é praticamente um castelo. Os móveis antigos, carpetes, lustres e os papéis de parede te remetem ao século passado, com muito luxo e requinte. Não pense que vc vai sentir cheiro de mofo! É a segunda vez que nos hospedamos nesta rede de hotéis e recomendamos.


De qualquer forma, o www.booking.com é a melhor opção para encontrar qualquer tipo de hospedagem. Tem apartamentos com cozinha, outros com varanda, piscina, para grupos... tudo depende do que vc quiser, mas a minha recomendação é ficar o mais próximo possível de downtown, caso vc não esteja de carro. Afinal, carregar malas pra cima e pra baixo não é legal.

O The Empress fica de frente para o Harbour, de lá vc consegue registrar o pôr-do-sol e ficar horas e horas observando as pessoas, a aterrissagem do seaplane, os barcos e as charretes... 







O parlamento é outro lugar lindo. Durante a noite ele fica completamente iluminado e é ponto turístico obrigatório tanto durante o dia quanto a noite. 





Em Victoria está localizada a Chinatown mais antiga do Canadá e a segunda da América do Norte.



Por indicação da recepcionista do hotel fomos provar o Fish and Chips no Fisherman’s Wharf. Fritura não é minha praia, mas provamos. O mais legal são as casas flutuantes. Cada uma com seu estilo, mas todas muito legais.


Fiz um vídeo com as lontras nadando tranquilamente e fazendo graça para quem estava olhando. Achei engraçada a conversa da crianças, mais ainda o "baleiês" ou "lontrês" que o garoto usava para se comunicar com o bicho. 


Não fomos ao The Butchart Gardens, vai ficar para a próxima visita, aliás várias coisas ficaram para a próxima vista, espero que seja em breve.

Vou dar algumas dicas de como chegar:

Transporte
Saindo de Vancouver existem várias opções:

Avião – Pela Air Canada tem vôos a partir de 64 dólares o trecho e a viagem leva cerca de 25 minutos. Do aeroporto de Victoria até downtown são 26km.

Carro – Pegar a BC 99 em direção a Tsawwassen, lá pegar o BC Ferry até Victoria.

Ônibus – Pacific Coach (Cross Water) no terminal de ônibus ou no aeroporto. Custa $87,50 ida e volta já com o valor da Ferry incluído.

Seaplane – Sai do Harbour Front e vai até o Harbour de Victoria (downtown), a viagem leva cerca de 30 minutos. Os preços variam, o valor normal da tarifa é de 142 dólares, porém eles fazem promoções com freqüência e esse valor pode chegar a 30 dólares por trecho.

Transporte público – SkyTrain para BridgePort. Pegar o ônibus 620 para Tsawwassen Ferry. Após o trajeto da Ferry, em Swartz Bay pegar um ônibus para Victoria downtown o número 70 (Express). Custo de +/- 20 dólares, mas a troca de ônibus e a espera podem tornar a viagem bem cansativa e longa.

Tabela de preços da Ferry:

Locais para visitar
Art Gallery of Greater Victoria
Beacon Hill Park
British Columbia Legislative Buildings 
Butchart Gardens
Centre of the Universe planetarium
CFB Esquimalt 
Chinatown
Crystal Gardens
Dominion Astrophysical Observatory
Emily Carr House
Fisgard Lighthouse
Government House
Maritime Museum of British Columbia
Market Square 
Pacific Undersea Gardens
Parliament of Victoria
Royal British Columbia Museum/IMAX National Geographic Theatre
Royal London Wax Museum
Shaw Ocean Discovery Centre
The gothic Christ Church Cathedral
The Empress Hotel
Victoria Bug Zoo
Victoria Butterfly Gardens
Victoria Police Department Station Museum

Vale lembrar que o Sandro, do blog Vivendo Nosso Sonho tem uma empresa especializada em turismo na região de BC a Golden Leaf Tours.

Não vejo a hora de voltar para Victoria para conhecer tudo o que faltou, desta vez sem gripe. Se alguém animar, é só convidar que a gente vai :)

As próximas visitas terão que deixar pelo menos um final de semana reservado para passear por Victoria, vale a pena! 

Para o próximo feriado (Victoria Day) tenho uma listinha de possíveis destinos, alguma recomendação? Alguém anima? 

Bjos e abraços
Rafa

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Blogger

Que beleza! O Blogger resolveu bagunçar tudo por aqui. O post sobre Victoria foi para o espaço, vamos ver se consigo recuperá-lo. Outros dois que estavam programados, tbém foram para o limbo. 

Passei por alguns blogs que estão aqui ao lado, e o último post tbém desapareceu. 

Vou esperar o Blogger se organizar e depois faço novos posts.

Bjos e abraços
Rafa

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Hollywood é aqui?

Mais comum do que eu imaginava, as ruas de Vancouver são sempre usadas como cenário para a gravação de algum filme. Uma rua fechada, carros antigos, polícia de NY, placas escritas em russo... estes são uns dos indícios de que tem alguma coisa sendo gravada por aqui.

Há algumas semanas a série Fringe foi gravada na Granville St, duas ruas acima da nossa. Incrível como eles destroem tudo em um dia e no outro, parece que nada aconteceu. Vejam as fotos: 











Não sei se a fonte é segura, mas uma professora de Toronto disse que gravações de filmes americanos são comuns em Vancouver e Toronto, pois o custo é mais baixo que Hollywood. Sai mais barato fazer as filmagens aqui e “maquiar” a cidade para parecer que é outra. Cada canto de Vancouver tem suas características e diferenças o que facilita a vida do diretor, basta mudar de bairro para parecer que mudou de país.


Recentemente um tal de Tom Cruise estava nas ruas da cidade para a gravação de Missão Impossível.


Vancouver é o terceiro maior centro cinematográfico da América do Norte, perde apenas para Los Angeles e Nova Iorque, porém de acordo com meu professor de cinema, o mercado cinematográfico fica em Toronto. Quer ganhar dinheiro? Quer arrumar emprego? Vá para Toronto.


Este making of do comercial do tênis Asics é bem legal. Foi todo gravado em Vancouver simulando ser França, Alemanha, EUA, America Latina e Japão.



No Wikipedia tem a relação de filmes que foram gravados em Vancouver e a lista de locações usadas.


Bjos e abraços
Rafa

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cereal Gigante

Há uns 15 dias, passeando na Gastown, vi uns cartazes que me chamaram a atenção. Sabe qdo vc olha alguma coisa e percebe que existe alguma por trás? Fotografei o cartaz, para não esquecer e para aguardar o próximo acontecimento.


Na semana passada começaram algumas especulações na internet sobre o que estaria sendo montado na calçada da Vancouver Art Gallery.


Foto: Vancitybuzz

No sábado fui até lá e dei de cara com uma caixa de cereais gigante e a grande brincadeira é que vc pode "encontrar um carro (Civic) dentro da caixa."






Mais uma ação bem legal, só não acho que é arte, não passa de uma publicidade para a divulgação do novo carro. Muito se comentou pelo fato de que é publicidade e não arte, mas acredito que a escolha da calçada da Vancouver Art Gallery tenha sido apenas por sua localização, não por que eles considerem que isso seja arte. 


Bjos e abraços
Rafa

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Livro

Aviso para quem está em Vancouver: começou ontem uma venda de livros na Vancouver Public Library. Os preços são entre $0.75 e $2.50. Vai até o dia 1 de maio.


Aproveitando o tema, nas últimas semanas o ritmo por aqui estava puxado e uma carga pesada de responsabilidades, unida a minha cobrança pessoal excessiva, não poderia ter um resultado diferente: o que deveria me fazer bem estava fazendo mal. Foi ai que resolvi que precisava encontrar uma distração para despressurizar, esvaziar a cabeça e parar de sonhar, ou melhor, ter pesadelos, com tarefas que tenho que concluir.

Conversei com a minha amiga Renata, especialista em “livros de menininhas”, para que ela me recomendasse uma leitura leve. Não, este não é o meu tipo de literatura preferida, mas achei que pudesse me distrair. E não é que deu certo?

Foi assim que li meu primeiro livro de menininha no iPad. Os intelectuais e conservadores de plantão que me desculpem, mas adorei a experiência, em ambos os sentidos. Gostei do livro, leitura fácil e as 600 páginas foram devoradas em menos de uma semana. Ler um ebook foi bem diferente, assim como o livro, posso carregá-lo para todos os lugares, com a diferença que não é apenas um livro, trocentos recursos estão disponíveis além do livro. O ponto negativo é que, assim como a tela de um computador, chega uma hora que os olhos cansam e é preciso parar.

Já usei o audiobook e achei muito bom (a biblioteca de Toronto libera o acesso pela internet, aqui em Vancouver também tem um acervo - tanto para audiobook qto para ebook). A vantagem é que consigo fazer outras coisas enquanto escuto, sem contar que treino o ouvido e a pronúncia de certas palavras.

Se alguém se interessar, o livro de menininha que eu li é Watermelon (Melancia), da Marian Keyes. Aproveitei o ritmo e coloquei outro na seqüência: Lucy Sullivan Is Getting Married (Casório), da mesma autora, mas preferi o anterior. Agora vou seguir o conselho do meu professor de cinema e vou começar a ler Among Others, do Jo Walton e depois mais um livro de menininha: Rachel’s Holiday (Férias).

Adoro dicas, quem se arrisca?

Bjos e abraços
Rafa

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vancouver Sun Run 2011

Domingo aconteceu a Vancouver Sun Run 2011 que é uma corrida de 10 quilômetros pelas ruas de Vancouver. A prova reuniu 50 mil pessoas de todas as partes do Canadá. Para ter dimensão do tamanho, a São Silvestre reuniu 21 mil pessoas em 2010. Para uma cidade como Vancouver, 50 mil pessoas, é muita gente.


Olhando essa foto, não dá para acreditar que a organização foi impecável? Como controlar todo esse povo? Não sei o segredo, mas eles conseguiram.


Como em qualquer outra corrida, na inscrição cada um colocou seu tamanho de camiseta, faixa etária e tempo estimado de corrida. Com estas informações os pelotões foram separados por cor, de acordo com o tempo de cada um, o que facilita a corrida de todo mundo, já que vc correrá com pessoas do seu nível.

As 8h50 da manhã, quando saí de casa, a temperatura marcava 4 graus com sensação térmica de -1. Mesmo assim, muita gente de bermuda e camiseta. Durante o trajeto a temperatura subiu e com isso as pessoas deixavam suas blusas pelo caminho. É absurdo o número de blusas jogadas nas calçadas, fiquei impressionada. Não foram duas ou três, foram centenas... hehehe. Depois, as roupas são recolhidas e doadas. 




Quanto a faixa etária, tinham desde crianças até terceira idade. Sem contar os pais que corriam empurrando carrinho de bebê, cadeirantes e deficientes físicos. Certamente esta foi a corrida mais democrática que já participei. Num país tão multicultural, de repente, todos parecem iguais.

O trajeto é muito bem escolhido, passa por lugares lindos, por cima da ponte, por baixo da ponte, sobre, desce. São Pedro ajudou, o céu estava azul e ensolarado. O vento, claro que não deu trégua, mas não atrapalhou.


E adivinhem???? No terceiro quilômetro tinha um apartamento em chamas. Posso arriscar que tinham uns 10 caminhões de bombeiro e não juntou nenhum curioso, a galera seguiu correndo. Agora te pergunto, é perseguição? Rs.


Diferente das corridas de rua no Brasil, aqui o chip é seu, não precisa devolver. No final, não tem medalha de participação, o que para mim não faz a menor diferença pq não gosto de colecionar medalhas. Outra coisa interessante é que a água é entregue em copos de papel, excelente para o meio ambiente, mas correr e tomar água no copo sem tampa é quase impossível. Nos postos de entrega de água ficavam as crianças que faziam um mutirão. Um enchia, o outro organizava o copo na mesa e outro segurava na altura das nossas mãos.


Ah, tinham banheiros químicos por toda a parte. 

A cada quilômetro tinham bandas de música de todos os tipos. Do reggae ao rock. Os 10 quilômetros acabam passando rapidinho e quando vc se dá conta, já está terminou.


Na chegada, ao invés das tendas das equipes, onde cada um traz seu alimento, aqui tem tendas com frutas, sucos, bagel, leite e barra de proteína, a vontade, para os 50 mil. Pela quantidade de alimentos, dava para todos comerem e ainda fazer a feira da semana, rs. Adolescentes distribuíam a comida, outros seguravam placas e davam informações. Tinham os que ficam grudados nas lixeiras controlando onde as pessoas deveriam dispensar seus lixos.

O melhor? O dinheiro arrecadado é doado.

Foi uma experiência maravilhosa. Primeira vez que corri 10k e recomendo a todos. Se não quiser correr, caminhe. Não precisa se preocupar se vc tem companhia ou não, junto com vc terá uma multidão te encorajando a terminar a prova. Vale cada dor que estou sentindo no corpo. Descobri músculos que eu nem sabia que existiam :) 

Bjos e abraços
Rafa