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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A tal novidade

No final de semana que a Van chegou e a Rê foi embora, o Valter foi para Vancouver a convite de uma empresa que estava interessada em contratá-lo.

Antes de fazer a primeira entrevista, por telefone, ele me perguntou: Rafa o que vc acha da possibilidade de morar em Vancouver? Respondi que não temos raízes em Toronto e que tanto faz onde vamos morar.

Ele fez duas entrevistas por telefone e depois veio o convite para a entrevista pessoal. Como a difrença de horário entre Toronto e Vancouver é de 4h para não ficar em casa roendo as unhas, paredes e pé da cadeira, de tamanha ansiedade, resolvi desencanar e liguei para o Brasil. Passei horas dando risada com a minha afilhada querida. O tempo passou rapidinho e logo veio a ligação do Valter.

Resumindo muuuuuito a história. O Valter recebeu uma proposta super legal para trabalhar em Vancouver. EBAAAA!!! Com data de início para a semana seguinte. Como??? Hein??? Oi???


É, foi assim (ou melhor, está sendo), corrido! Aproveitamos tudo o que deu para aproveitar durante a semana que a Van esteve aqui. O Valter fez o exame de direção e passou, sem estresse algum. Alugamos carro, passeamos, nos divertimos, nos perdemos... aproveitamos!

Domingo de madrugada ele partiu para Vancouver e a Van voltou para o Brasil a noite. Ao chegar em casa me assustei com tanto silêncio, sem malas espalhadas pela casa, colchão na sala de jantar, nenhum calçado atrapalhando a passagem e copos de sobra no armário.

Quem vê, pensa que tive momentos de paz e calmaria. Que nada! É preciso devolver o apartamento de Toronto, colocar anúncio na internet, pedir ajuda dos amigos, alugar um apatamento em Vancouver, contratar uma empresa de mudanças, fazer pacotes, orçamentos e mais orçamentos, comprar passagem aérea, fazer inventário dos móveis, preencher formulários, falar com diversos fornecedores e não saber em quem confiar. Simplesmente um milhão de coisas para fazer e outro milhão de decisões para tomar, sem contar que estamos cada um em um canto.

Estamos sobrevivendo e, cada dia que passa, mais e mais acredito que Deus está ao nosso lado. Como diz o Valter, somos um time e assim vamos seguindo. Cada um faz uma parte e no final juntamos tudo.

Não gostaria de citar nomes, para evitar esquecer de alguém, mas estou muito feliz com toda a ajuda e apoio que estamos recebendo. Aos amigos que entram no MSN para desejar boa sorte e dizer que rezam por nós, aos que mandam e-mail, aos que comentam no Facebook, aquela pessoa querida que o Valter sempre me manda consultar... que está sempre online para me ajudar a encontrar soluções, lugares ou pessoas. Ou então, aquela que doa três horas do seu tempo batendo papo, tomando café e dividindo um bolo e além de tudo levanta cedo e vem aqui aqui em casa me "proteger" de esquisitos. Aos amigos blogueiros que espalharam o anúncio do aluguel do apartamento para todos os contatos e colocaram em seus blogs. Aos novos amigos de Vancouver, que nem nos conhecem e já nos receberam de braços abertos.

É nesta hora que descobrimos pessoas especiais e estou feliz, bem feliz por isso!

Enquanto tem aqueles que só reclamam da vida, nós só temos que agradecer, principalmente vcs que passam por aqui e de uma forma ou de outra estão junto com a gente.

Aproveito o momento de agradecimento  para fazer um mais que especial a mãe da Pauline, a Marli, uma pessoa mega querida que conheci aqui em Toronto. Aliás, a família que apelidamos de "Tropa" são pessoas maravilhosas. Super alto astral! A Marli me presenteou com uma Bíblia em inglês. Fiquei muito feliz, de coração. Foi um dos presentes mais importantes que eu poderia ganhar. Muito obrigada!

Vamos ver se consigo mantê-los mais informados.

Bjos e abraços
Rafa

terça-feira, 4 de maio de 2010

Brian x Dionísio

Quando alugamos nosso apartamento no Brasil, nosso corretor de imóveis se chamava Dionísio. Era um senhor bem desesperado, daqueles que querem resolver tudo na hora. Entramos no apartamento e ele já queria saber se íamos fechar o contrato ou não. Calma!!! Ainda nem olhamos os cômodos. A visita ao apartamento não durou 5 minutos, ele sentou em uma cadeira e com um pré-contrato ficava empurrando a caneta para assinarmos e ameaçava dizendo que tinham outras pessoas muito interessadas naquela unidade.

Sob pressão acabamos optando por aquele apartamento, pelo receio de não encontrar outro. Se assinar o contrato fosse o fim da pressão, estaria muito bom, mas não foi. O Dionísio ligava mil vezes por dia no celular do Valter por causa de um documento que nossos fiadores precisavam apresentar, porém, como corretor ele bem sabia o prazo exigido pelo cartório para fornecer este documento, mesmo assim, não se importava em ligar para atormentar. Usamos o método que funciona bem no Brasil que é mostrar um pouco de poder dizendo que conhece fulano ou beltrano e foi assim que o Dionísio acalmou. Tanto foi a força do nome mágico que usamos que no momento da assinatura do contrato o DONO da imobiliária foi conversar com o Valter, cumprimentá-lo para falar do nosso colega, muito conhecido do segmento imobiliário. Absurdo, mas funcional para o padrão brasileiro. Como dizem por ai: não preciso ser importante, basta ter amigos que são.

Quando fomos alugar nosso apartamento aqui, o Brian, nos apresentou duas unidades em uma delas, por sinal o nosso apê atual, tem carpete no quarto e o Valter, como estava calçado não entrou no cômodo e por isso me perguntou: O que achou do quarto? Estou de tênis e não quero entrar. O Brian disse: Vai lá, não tem problema é sua casa mesmo.

Saímos de lá com o pré-contrato em mãos, com a orientação do Brian de para levarmos para  casa para lermos e decidirmos. Fomos para casa, preenchemos tudo e assinamos. No dia seguinte entregamos a documentação e dissemos que o valor do aluguel só poderia ser acertado no dia seguinte, quando o banco abrisse. No mesmo dia, domingo, o proprietário do imóvel assinou o contrato, na segunda levamos os cheques e na terça o apartamento estava disponível. Lembrando que somos recém chegados, sem histórico financeiro no país.

Sabe quantas vezes o Brian nos ligou? Duas. Uma para dizer que nossa ficha havia sido aceita e a outra para acertar um detalhe burocrático.

Simples assim!

Bjos e abraços
Rafa

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Casa nova

Na semana que chegamos, pesquisamos diversas opções de casas/apartamentos para alugar. Vimos de tudo! Apartamentos novos, velhos, pequenos, grandes, bem e mal localizados. Chegamos ao ponto de perder a referencia daquilo que queríamos no início, de tanto que vimos. Já não sabíamos se queríamos com 1 ou 2 dormitórios, perto ou não do centro, velho ou novo, pequeno ou grande!

No domingo passado, fomos ao shopping almoçar, já bem cansados, quando resolvemos subir até a loja da Apple usar a internet e para traçarmos novamente o perfil daquilo que estávamos a procura. Entramos em um site e no segundo clique encontramos um anúncio que parecia interessante. Se quer tinha foto, mas resolvemos arriscar. Enquanto eu "segurava" o computador, o Valter saiu da loja para telefonar.

No sábado do feriado o corretor disse que podia nos atender até às 16h30. Fomos ate la! Descemos no metro e o prédio ficava a poucos metros, cerca de 300. Ponto positivo! Chegando lá um canadense, descendente de chineses que nos atendeu, o Brian. O prédio está em fase final de construção, apenas terminando os acabamentos do prédio. Fiquei sem opinião formada! Ele nos mostrou dois apartamentos o primeiro não agradou totalmente, quando fomos visitar o segundo, não precisávamos nem usar códigos para dizer se gostamos ou não, era óbvio que amamos.

Pedimos para ele o formulário de solicitação de aluguel (não sei se e portugues é assim que se fala) e voltamos para casa. Combinamos de voltar lá no dia seguinte, domingo de Páscoa, para levar o formulário preenchido.

Levamos o formulário e nossos passaportes e ele disse que ia avaliar a ficha para ver se liberaria ou não o contrato de aluguel.

Segunda-feira, pós Páscoa é feriado aqui no Canadá, resolvemos passar lá apenas para tirar uma dúvida e acabou que o Brian já estava com o contrato assinado pelo proprietário e o apartamento estaria liberado para nós na quarta-feira. Não acreditamos que seria tão fácil assim! Mas foi.

Na quarta-feira acordamos cedo, fomos ao Dollarama comprar o kit faxina e passamos o dia limpando a casa de poeira de construção. Chegamos a conclusão que era necessário um aspirador e fomos em tres lojas ver qual era a melhor opção (custo/benefício). O detalhe e que cada loja fica em um canto da cidade e, no final, acabamos voltando para a primeira. Como se não bastasse o cansaço de ir e vir, estava chovendo! rs.

So dava o Valter na rya, carregando uma caixa de aspirador de um lado e do outro um pacote com 24 papeis higienicos e 5 litros de detergente liquido para lavar roupas. Folgada, eu? Que nada, ele disse que carregar tudo dava equilibrio... rs

Chegamos em casa e o Valter ainda foi testar o aspirador, de lá voltamos para Kipling depois das 23h, cansados, mas felizes!